terça-feira, 12 de junho de 2012

Introdução a Pesquisa Científica

CIÊNCIA

A ciência se dá através de testes (experimentações) que levam a um resultado. Propõe o acesso racional à essência dos objetos. A ciência questiona constantemente e é racional.

Se o objeto não puder ser testado ou experimentado, não pode ser considerado ciência. 

"O cientista tem por objetivo enunciar a verdade" 
Rubem Alves - escritor.

"A ciência pode classificar os órgãos de um sabiá, mas não pode medir seus encantos". 
Manoel de Barros - poeta.

CONHECIMENTO
O conhecimento deve se dar através da construção do objeto a se conhecer e não através de seus produtos. Construir o objeto significa pesquisar que é abordar o objeto em suas formas primárias (originais). A atividade de pesquisar é fundamental nesse processo de aquisição, construção de conhecimento.
A construção do conhecimento é a interação entre o objeto de estudo e o indivíduo.

Tipos de conhecimento:
Popular
É obtido pos vivência, imitação. Exemplos: folclore, crenças populares, etc. Neste caso, não há comprovação científica.

Científico
Obtido através do método científico, deve sempre ser questionado e comprovado. É dinamico.
Exemplos: A Pseudociência é uma falsa ciência, como a astrologia, pois não há como comprovar. A astronomia é uma ciência pois é mensurável.

Artístico
É obtido através da manifestação dos sentimentos.

Filosófico
Conhecer a natureza profunda, questionamento internos e pessoais.
Exemplo: Filosofia de vida.

Religioso
Baseado na fé. A pessoa acredita e não precisa de comprovação.

TIPOS DE PESQUISA
Pesquisa Exploratória
Busca apenas levantar informações sobre determinado objeto de estudo, Delimita um campo de trabalho e fala sobre as condições de manifestação do objeto estudado. Inclui pesquisa bibliográfica e análise de documentos.

Pesquisa Experimental
Idealiza um teste. Realiza uma alteração experimental para então observar o resultado.
Toma o objeto e realiza manipulações experimentais em laboratório onde são criadas condições adequadas e controladas. É realizada através da tentativa e erro, de forma planejada, podendo ser realizada em campo para alcançar resultado real. 

Pesquisa Quantitativa
Diz respeito a quantidades utilizando-se de questionários.

Pesquisa qualitativa
Busca atender um fenômeno m profundidade. Trabalha com comparação e interpretação. Formula hipótese através da observação do fenômeno e analisa dados. É uma pesquisa mais generalizada.

Fonte: Material de estudo Professora Lígia (UniÍtalo) 2012

Estilos de liderança



ESTILO AFETIVO
Laços de afiliação com os funcionários
Crença de que o bem estar no trabalho depende apenas do líder.

Limitações:

  • Privilegia mais uns do que outros.
  • Compromete resultados pois prefere o bem estar do que cobrar resultados
  • Não desenvolve pessoas, pois trabalha apenas com feedback positivo

"Mesmo que você possas impedir o sofrimento do outro, importando-se irá diminuí-lo"

ESTILO AUTORITÁRIO
Impositivo na relação com as pessoas
Calcado na relação do poder unilateral
Crença de que para obter resultados deve buscar a obediência

Limitações:

  • Não consegue resultados a médio e longo prazo
  • Não compromete e não desenvolve as pessoas
ESTILO COACHING
Estimula pessoas a se desenvolverem e buscar situações de aprendizado.
Estimula o desafio e ao crescimento permanente
Crença de que sua missão é desenvolver pessoas.

Limitações
  • Pode-se distanciar da busca de resultados imediatos

ESTILO PARTICIPATIVO
Estimula e propicia a participação das pessoas na tomada de decisões
Crença de que as pessoas tem como o que contribuir e de que a melhor solução virá pelo consenso

Limitações:
  • Pode comprometer-se com prazo ou trabalhar com soluções inadequadas caso a equipe não esteja preparada para contribuir.

ESTILO DIRETIVO
Mostra com clareza a direção para alcançar um objetivo
Trabalha com etas claras, determinando o que está correto/ errado.
Acompanha o processo com reuniões regulares

Limitações:
  • Compromete resultados se a direção escolhida for inadequada e caso a equipe não esteja preparada para desenvolver o processo.

ESTILO MODELADOR
Voltado a excelência através de um único padrão. O seu.
Crena de que apenas ele sabe como fazer e de que a sua maneira é a melhor para alcançar os resultados.

Limitações:
  • Restringe a criatividade do grupo resultando em desmotivação.
  • Não avalia novas formas de fazer melhor e mais rápido
ESTILO VISIONÁRIO
Cria dimensões futuras, de forma atraente.
Crença de que o futuro é que dá sentido à ação do presente.

Limitações:
  • Pode comprometer resultados a curto prazo, pois pensa muito no futuro.
  • Distância das expectativas do grupo ligado as atividades imediatas.
ESTILO LAISSEZ-FAIRE
Ausência de liderança
Não interfere nos processos e decisões da área
Limitações
  • Compromete resultados imediatos e de longo prazo.
  • Gera sentimento de abandono da equipe - Desmotivação.
  • Não confundir com afastamento planejado para desenvolver equipes.

LIDERANÇA SITUACIONAL
Partem do princípio de que não existe um único tipo, estilo ou característica de liderança valida para todas e qualquer situação.
Cada tipo de situação requer um tipo de liderança para se alcançar a eficácia dos subordinados.
O verdadeiro líder é aquele que é capaz de se ajustar a um grupo de pessoas sob condições extremamente variadas.
Foco na adequação do comportamento do líder às diferentes características situacionais.


Fonte: Material de estudo Profª Cléo Nascimento - UniÍtalo - Comportamento Organizacional - 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Conceitos de Cenário de Negócios

A seguir, algumas breves explicações de conceitos para avaliação dos cenários de negócios:

PIB
Produto Interno Bruto

Pode ser definido como a soma de um espaço demográfico, independente de o produto ser um agente econômico nacional ou estrangeiro.

PIB = C+I+G+(X-M)
onde:
C = consumo
I = investimentos
G = gastos do governo
X = exportações
M = Importações

PNB
Produto Nacional Bruto

É a soma de tudo o que foi produzido pelo agente econômico de determinado pais (nacional) em qualquer local do mundo, considerando a renda enviada e recebida do exterior.

PNB = C+I+G +/- REE ou REO
onde:
C = consumo
I = investimentos
G = gastos do governo
REE = Renda enviada ao exterior
REO = renda recebida do exterior

Atualmente o Brasil está se portando muito bem em relação ao mercado exterior, através de empréstimos a outros países e investimentos estrangeiros. O PIB no ano de 2011 cresceu pouco, pois tinha a possibilidade de ter crescido mais. É perceptível  a diminuição da pobreza e melhor distribuição de renda, porem, estas políticas públicas ainda precisam ser melhoradas.

POLÍTICA DE RENDA 
A política de renda é a forma que o governo utiliza ara melhor distribuir a renda, tirando o dinheiro dos mais ricos e repassando aos mais pobres. A política de renda no Brasil ainda é falha, pois os mais pobres ainda pagam mais impostos que os mais ricos através dos impostos indiretos. Segundo o Ipea, 32% da renda dos brasileiros mais pobres -aqueles que têm renda per capita média de R$ 127- é convertida em pagamento de tributos.
O que é um imposto indireto? É o imposto que incide sobre o produto e não sobre a renda. Ele é indireto porque ele não leva em conta quanto a pessoa ganha, mas apenas o quanto ela consome. O imposto de renda, por exemplo, é um posto direto porque ele incide diretamente sobre a renda da pessoa: quanto maior a renda, maior o tributo, isto é, a relação entre a quantidade de tributo paga e a renda é direta.
Na prática, os impostos indiretos acabam prejudicando os mais pobres já que eles tendem a consumir uma parcela maior de suas rendas.
A política de renda executa a distribuição de renda através da reforma tributária utilizando o imposto direto. Algumas políticas de distribuição de renda, utilizadas são: Bolsa Família, salário mínimo, preços mínimos, etc.

POLÍTICA EXTERNA
Um dos objetivos da política externa é manter o equilíbrio de pagamentos da balança comercial (exportação-importação) que são as vendas internacionais, investimentos internacionais, transações financeiras e econômicas entre o Brasil e outros países, etc.
Desta forma, pode-se controlar a dívida através do lucro ou prejuízo destas ações.
A política externa tem como objetivo promover o desenvolvimento. No caso brasileiro, o desafio é ampliar a inserção externa, do ponto de vista do ingresso de investimentos estrangeiros e investimentos brasileiros no exterior, comércio internacional, tecnologia, entre outros pontos de relevância. 
Proteger a industria nacional da globalização é também uma tarefa da política externa. A concorrência é global e é justo disputar com os produtos que vem de outros países. Para controlar esta disputa o governo utiliza-se de barreiras comerciais, tirando impostos dos produtos em que o país é competitivos e elevando os impostos no que há mais dificuldades. Abrir novas frentes comerciais ampliando o mercado externos, onde pode-se trocar produtos ou executar vendas conjugadas.
Um exemplo de política externa é a compra e venda de dólares. Há uma relação entre oferta e demanda. Para o exportador é mais vantajoso o câmbio desvalorizado, porém, esta desvalorização, aumenta o nível de inflação. No entanto, o aumento deliberado de importações de bens de consumo e outros "subsidiados" pela valorização da nossa moeda e em substituição à produção local, como tem ocorrido recorrentemente nos últimos dois anos, representa na prática abrir mão de criar competências, empregos, renda e arrecadação tributária locais. É um caminho exatamente inverso ao desejável e ideal, tendo em vista a realidade brasileira.

POLÍTICA FISCAL
A política fiscal, é a política de receitas (carga tributária) e de despesas do Estado (governo), e tem três funções:
Função Alocativa: fornecimento de bens e serviços
Função distributiva: distribuição de renda justa
Função estabilizadora: crescimento econômico, pleno emprego e controle da inflação)
Através do aumento ou queda de impostos é possível incentivar a economia (consumo), ou tirar dinheiro de circulação para o pagamento de dívidas do governo.
Um exemplo é o IPI em vários setores como se há visto nos últimos anos, onde o governo retira o IPI de mercados estagnados, movimento a industria e o comércio.

POLÍTICA MONETÁRIA
Através da política monetária, o estado controla a oferta de dinheiro que circula na economia. Controla também as taxas de juros. Tem como objetivos a expansão econômica, o pleno emprego, minimizar a inflação e equilibrar a balança de pagamentos.
Quem executa a política monetária é o BACEN - Banco Central, utilizando-se dos seguintes instrumentos: taxa de juros, emissão de moeda e Open Market (compra e venda de dólares).

É perceptível através das avaliações destas políticas que elas são interdependentes, pois as ações de uma influenciam nos resultados das outras.

Escrito por: Lima, T

domingo, 10 de junho de 2012

Comportamento Organizacional


O comportamento organizacional é avaliado por um estudo sistemático, analisando ações e atitudes, não através do "achismo", mas sim com base em fatos.

É um campo de estudo que ajuda a prever, explicar e compreender os comportamentos nas organizações:
1º - A tarefa: o que o indivíduo faz no trabalho
2° - O grupo: interação com os superiores e colegas de trabalho
3° - As organizações: As variáveis que acontecem no ambiente de trabalho

"A qualidade de nossas relações com as pessoas, dependem em grande medida da nossa capacidade de perceber adequadamente o comportamento e a experiência do outro".

Se a organização quer alcançar os seus objetivos da melhor maneira possível, ela precisa saber canalizar os esforços das pessoas para que também estas atinjam os seus objetivos individuais e que ambas saiam ganhando.

As organizações são constituídas de pessoas, e dependem delas para alcançar seus objetivos e cumprir suas missões. Para as pessoas, as organizações constituem o meio pelo qual elas podem alcançar vários objetivos pessoais com o mínimo de tempo, esforço e conflito.

Objetivos:

ORGANIZAÇÃO

  • lucro
  • produtividade
  • eficácia
  • maximização da aplicação de recursos físicos e financeiros
  • redução de custos
PESSOAS
  • melhores salários e benefícios
  • conforto no trabalho
  • lazer
  • segurança no emprego
  • desenvolvimento
  • progresso pessoal
Administrar um empresa, requer mais do que as funções básicas de gerência (planejar, organizar e controlar). Como o ambiente em que vivemos não é estático, precisamos sempre alterar nossa postura diante do mundo.
Cenário atual: Economia liberal, globalização, aumento da competitividade, avanço tecnológico, velocidade na transmissão e comercialização de tecnologia, inovação, qualidade e profissionais capacitados.

As pessoas levam para as organizações as suas características. Algumas podem ser aproveitadas, já outras é preciso saber lidar. Todas essas características devem ser conhecidas e respeitadas pelo administrador.

O comportamento dos funcionários influencia diretamente o desempenho das organizações. Os principais comportamentos determinantes são: Produtividade, absenteísmo e rotatividade.
Existem três razões para se preocupar com isso:
  • Ligação entre satisfação e produtividade
  • Satisfação ligada diretamente ao absenteísmo e rotatividade
  • Responsabilidade humanista de oferecer empregos que sejam estimulantes, gratificantes e que proporcionem satisfação.
Os objetivos do estudo do comportamento organizacional são, explicar porque as pessoas tem determinadas atitudes, prever ações, controlar (manipular ou influenciar) determinadas ações.

O relacionamento interpessoal é ponto chave em uma organização.
O relacionamento interpessoal é uma competência buscada em qualquer profissional. Ele é uma troca, pois não basta apenas um fazer, tem que haver interação.
Um dos problemas dos relacionamentos é a expectativa (esperar algo do outro), que muitas vezes pode trazer frustração.

O relacionamento deve ter como base os limites e as limitações.
  • Limites: até onde eu deixo você ir em relação a mim
  • Limitações: até onde eu posso ir
Áreas cobertas pelo relacionamento:
  1. Suprir necessidades mútuas
  2. Relacionar-se um com o outro ao longo do tempo
  3. Trocar informações sobre sentimento, pensamentos e idéias
Forças de impulsionam o relacionamento
  • Empatia
  • Motivação
  • Inciativa
  • Competência
  • Apoio
Forças que restringem o relacionamento
  • Vaidade
  • Apatia
  • Dependência
  • Timidez
  • Manipulação


A comunicação é outro ponto chave dentro de uma organização. Ela pode se dar de forma verbal ou não verbal através da utilização de código (sinais que todos entendam), onde o emissor codifica a mensagem e o receptor interpreta. Existem vários canais de comunicação, necessitando apenas avaliar o melhor a ser usado para cada assunto a ser tratado, otimizando assim comunicação.

Alguns fatores interferem na percepção e comunicação. O raciocínio distorcido interfere em nossa capacidade de compreender.
  • generalizações exageradas
  • rotulagem destrutiva
  • tentar ler pensamentos
  • preconceito contra o diferente
  • valores pessoais
  • interpretação erronia de indícios não verbais
  • foco pessoal
  • tendência a aconselhar
  • filtragem 
Outro ponto importante a ser avaliado e acompanhado são as lideranças.
A liderança é uma competência. É o processo de conduzir um grupo de pessoas a um objetivo tornando-o comum. Também é a habilidade de motivar e influenciar pessoas.
Existem três tipos de liderança: Autocrática, Liberal e Democrática.
Estes tipos podem ser subdivididos em vários estilos:

Líder paternalista          - Autoritário
                                    - Afetivo
Líder de Mudança        - Visionário
                                    - Diretivo
Líder Formador            - Participativo
                                    - Coaching
Líder Controlador         - Modelador 
                                    - Laissez-faire

Um líder não adota necessariamente um estilo, sendo a melhor forma de liderar a situacional, onde, de acordo com a situação a ser abordada, deve-se utilizar um determinado tipo de liderança para alcançar o objetivo.


"Inteligência, iniciativa, visão estratégica, liderança nos contratam, a falta de bom relacionamento, demite."

Escrito por: Lima, T

Diferença entre chefe e líder


sexta-feira, 18 de maio de 2012


Dilma critica política monetária expansionista dos EUA



Dilma falou após encontro com Obama no Salão Oval da
Casa Branca
Brasil Econômico - Por Caren Bohan/Reuters
09/04/12 15:52


A presidente já havia criticado anteriormente os Estados Unidos e países europeus por um "tsunami monetário" que causou fluxo de liquidez para o Brasil, valorizando o real e diminuindo a competitividade das exportações do país.
A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (9/5) que expressou preocupações durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o impacto da política monetária expansionista de nações ricas sobre países em desenvolvimento como o Brasil.
Dilma falou após encontro com Obama no Salão Oval da Casa Branca. A presidente já havia criticado anteriormente os Estados Unidos e países europeus por um "tsunami monetário" que causou fluxo de liquidez para o Brasil, valorizando o real e diminuindo a competitividade das exportações do país
IMPACTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DE UMA POLÍTICA FISCAL EXPANSIONISTA
 
INTRODUÇÃO

Em um primeiro momento, após a realização de uma criteriosa análise bibliográfica de renomados autores, esta atividade apresenta um sucinto resumo dos conceitos de economia, bens, consumo, estado e política econômica. Uma sucinta análise histórica se faz necessária, para o correto entendimento do estreito inter-relacionamento entre estes elementos no contexto contemporâneo, marcado por incertezas e sucessivas crises econômicas.
Ainda que em sua conclusão, à primeira vista, soe um tanto pretensioso abordar um tema estudado e discutido por renomados e graduados especialistas em suas volumosas publicações ao longo da história, expõem-se os trilhos que o Estado deveria seguir no atual contexto econômico mundial, ora adotando uma atitude liberal e por meio de uma política fiscal expansionista, ora adotando uma maior planificação da economia. Contudo, sempre buscando o crescimento econômico e uma distribuição igualitária dos bens e serviços entre os indivíduos na sociedade.

JUSTIFICATIVA

A palavra economia – do grego oíkos, casa, e nómos, lei – quer dizer Administração do Patrimônio.
A economia é uma ciência que trata da administração dos recursos, que sendo escassos, são também necessários ou desejados pelo homem. Mais precisamente, estuda as trocas, produção, distribuição e consumo de riquezas. Por definição, consumo é a utilização, aplicação, uso ou gasto de um bem ou serviço por um indivíduo ou uma empresa.
O estado é uma comunidade política organizada, que ocupada um território definido, com um governo organizado e soberania interna e externa. O Estado também pode ser definido, especialmente, em termos de condições domésticas, como a monopolização do uso legítimo de força dentro de um país.
O Estado tem um papel preponderante na economia, sendo o detentor legítimo do poder coercitivo. A esse papel, é dado o nome de política econômica. A política econômica consiste em um conjunto de ações do Estado no sentido de atingir determinadas finalidades relacionadas com a situação econômica. Todavia, os resultados concretos da política econômica não dependem apenas das metas estabelecidas por governos, mas de uma série de eventos que a ação tomada põe em movimento até determinar o resultado de fato obtido.
Por sua vez, as políticas econômicas utilizam-se dos instrumentos como Política Fiscal, Política Externa, Política de Rendas e Políticas Monetárias. Sendo um instrumento de Políticas Públicas, a Política Fiscal é apenas a administração das receitas e despesas do Estado. Se a receita é maior que a despesa, temos superávit do orçamento. No inverso temos déficit orçamentário. Tal prática pode ser expansionista ou restritiva.
Os fatos econômicos desencadeados nos Estados Unidos em 2008, que rapidamente contaminaram o restante do mundo, exigem do Estado ações no sentido de promover o crescimento econômico e uma distribuição igualitária dos bens e serviços entre os indivíduos na sociedade para a manutenção da paz social.


DESENVOLVIMENTO

O Estado deve constantemente manusear seus instrumentos de políticas econômicas.
No que tange as formas de atuação do Estado no domínio econômico, tem-se dois modelos de atuação estatal: o Estado Regulador e o Estado Executor.
O Estado agindo como Regulador elabora normas, reprime o abuso do poder econômico, interfere na iniciativa privada, regula preços, controla o abastecimento. Ou seja, estabelece regras a serem seguidos e normas a serem cumpridas.
O Estado atuando como Executor, exerce atividades econômicas no mercado, atuando como Estado Empresário, executando atividades estritamente econômicas ou prestando serviços públicos, comprometendo-se com a atividade produtiva. O Estado se mostra ineficiente e corrupto como agente Executor. As estatais atuando no mercado costumam acumular prejuízos. Quando não deficitárias, são subsidiadas por normas e regulamentos que estabelece vantagens que uma empresa privada não teria.
Sendo o Estado um mau executor, e enfrentando uma crise retração econômica, o mais adequado é fornecer subsídios para o melhor executor, o setor privado. Para isso é preciso adotar uma política fiscal expansionista, onde temos aumento nos gastos públicos, corte nos impostos, com o objetivo aumentar a demanda agregada e o consumo privado.
Dado um nível de renda, quanto maiores os impostos, menor será a renda disponível e, portanto, o consumo. E quanto maior o gasto público, maior a demanda e maior o produto. Assim, se a economia apresenta tendência para a queda no nível de atividade, o governo pode estimulá-la, cortando impostos e/ou elevando gastos.
O corte de impostos aumenta o dinheiro em caixa nas empresas. O aumento de gastos do governo faz com que essas empresas invistam mais, para lucrar com o aumento de gastos do governo. O governo aumentando os gastos aumenta o número de empregos. Os indivíduos com empregos podem comprar mais, pois têm fonte de renda. Os indivíduos comprando mais aumentam o lucro das empresas, que por sua vez empregam mais, que pagam mais impostos e forma assim um círculo virtuoso na economia.
Todavia, em uma economia aberta com elevada mobilidade de capital, um ou mais episódios de expansão fiscal que constituam risco para a sustentabilidade da dívida podem também alimentar o temor a futuros problemas de balanço de pagamentos do governo e, por conseguinte, acarretar a redução imediata do investimento estrangeiro e a saída de capital, trazendo conseqüências negativas para a atividade econômica.

CONCLUSÃO

Diante da crise econômica o melhor instrumento para conter um desaquecimento na economia é uma política fiscal expansionista. Todavia, tal política deve ser adotada com critério e parcimônia. Os eleitores e as autoridades podem estar sujeitos à ilusão fiscal, ou seja, não estão totalmente a par da restrição orçamentária intertemporal do governo e, portanto, preferem déficits (que o governo gaste mais e corte impostos) a superávits, optando por transferir o ônus do ajuste fiscal para as futuras gerações.
E como se estivessem todos em uma mesa de bar, o governo pedindo bebidas e comidas. O cidadão à mesa comendo e bebendo. Mas uma hora a conta chega. Assim como aconteceu após o fim da ditadura. Tivemos uma década perdida e com uma dívida externa gigante por conta de uma política fiscal expansionista na década de 70.
O fluxo de capitais privados segue a mesma lógica de um gerente de banco. Se o cliente tem dinheiro e rendimentos, têm crédito e dinheiro do banco disponível. Se estiver "quebrando" ou sem dinheiro, não têm crédito e não tem dinheiro do banco.
 
 
 
Bibliografia
Texto na integra retirado de: Impactos positivos e negativos de uma política fiscal expansionista, Atividade FGV. TIP. 17/07/2009. Disponível em: <http://eltonbicalho.blogspot.com.br/2009/06/impactos-positivos-e-negativos-de-uma.html>.
 

domingo, 15 de abril de 2012

A Relação entre Marketing e Vendas

Marketing e Vendas são necessários para o sucesso de qualquer empresa. Você não faz Marketing sem Vendas e vice-versa. Combinar estrategicamente os esforços de ambas as áreas é essencial.

Vendas são o termômetro da eficiência das estratégias de marketing utilizadas. Isto não é medido apenas por alvos de volume, mas também em termos de lucro.

Marketing e vendas estão diretamente relacionados, embora exijam atenção isolada. É essencial que o desenvolvimento de uma estratégia de vendas esteja bem integrado com a estratégia de marketing e que a estratégia de mercado, por sua vez, considere o papel da força de vendas.

Gerenciar relacionamentos com os clientes esta se tornando cada vez mais importante em um mundo onde as escolhas são cada vez mais abundantes.

Marketing prepara e desperta os desejos latentes do consumidor através de promoções, eventos, propaganda, embalagem, etc., deixa o cliente de braços abertos para a área de vendas. Toda estratégia de Marketing bem planejada, traz aumento na produtividade de vendas.

Marketing é toda a empresa, todos os departamentos devem estar envolvidos com Marketing, ou seja, toda a empresa deve ter como alvo a satisfação do cliente e estar de olho na concorrência e no que rola no mercado. As metas e objetivos planejados devem ser de conhecimento de todos na empresa e, todos devem doar sua parcela de contribuição para o alcance dos objetivos.

A função de Marketing é identificar os grupos de clientes em potencial.
A função de Vendas é o contato um a um com estes clientes em potencial; sem Vendas a base de dados de clientes em potencial não é produtiva e não gera receita. 

Marketing é tudo o que você faz para despertar os desejos nos clientes, é alcançar e conquistar nichos de mercado.
Vendas deve, no contato individualizado, detectar todas as possibilidades de negócios com estes clientes dos nichos alcançados por Marketing e assegurar que estes negócios serão fechados e o cliente surpreendido na satisfação. 

Escrito por: Lima, T.

sábado, 14 de abril de 2012

Principais Estratégias de Preços



“Premium Pricing” 

Utilize uma estratégia de preços altos quando sua empresa possui algum aspecto de exclusividade em seus produtos ou serviços.  Esta estratégia poderá ser sustentada se sua empresa manter alguma vantagem competitiva percebida pelos clientes que estão dispostos a pagar o valor adicional cobrado.  O mercado de luxo pode ser um bom exemplo.   Outro bom exemplo pode ser o mercado da saúde, os melhores hospitais com os melhores corpos clínicos podem cobrar mais dos seguros médicos pelo mesmo serviço oferecido por um hospital de menor porte. 

Preços Baixos (“Everyday Low Prices”) 
O nome já diz tudo.  Preços baixos todos os dias.  O foco da empresa que decide seguir por esta estratégia está em reduzir seus custos de fabricação ou aquisição, manter um nível de serviço mínimo e pouco ou nenhum investimento em construção de imagem de marca.  Redes atacadistas e alguns grandes varejistas são exemplos de empresas que adotam esta estratégia. 

Preços para Entrar no Mercado (ou Ganhar Mercado) 
Os preços são definidos muitas vezes muito abaixo dos concorrentes ou dos produtos que dominam o mercado com a evidente intenção de ganhar participação de mercado ou entrar em um novo mercado com alguma inovação e chamar a atenção dos consumidores pela oferta reduzindo então os riscos inerentes a compra de uma novidade.  Empresas de telefonia móvel quando entraram em um mercado já dominado pelas empresas incumbentes foram um bom exemplo do uso desta estratégia. 

Nata de Preços (“Skimming Pricing”) 
Cobrar preços superiores aos concorrentes por um determinado período de tempo (durante um lançamento de um novo produto, ou de uma inovação).  Preços muito altos atraem mais competidores.  Portanto, como a vantagem não poderá ser sustentada por um longo período, a empresa reduz este preço periodicamente até um ponto de equilíbrio entre as ofertas do mercado e a curva de demanda dos consumidores.  

Preços Psicológicos 
Qual a diferença entre pagar R$99,99 por uma peça de roupa e pagar R$100,00 pela mesma peça?  Financeiramente apenas um centavo (isso quando o lojista conseguir lhe devolver o troco), mas psicologicamente foi comprado que os consumidores que pagam R$99,99 acreditam estar fazendo um negócio mais vantajoso do que se tivessem pago R$100,00.  De fato, se sua empresa utiliza preços cheios vai passar uma imagem de maior qualidade.  Por outro lado, utilizando-se dos 99 centavos poderá transmitir uma mensagem de que está vendendo produtos em promoção.


Preços para uma Linha de Produtos. 
É fundamental a coerência de preços em um linha de produtos.  Consumidores percebem diferença de valor em uma linha de produtos mais facilmente do que comparando produtos concorrentes.  Por exemplo, embalagens de Coca-Cola deveriam ter um preço coerente com o volume de líquido vendido em suas garrafas plásticas.  Idealmente, quanto maior o volume comprado menor o preço por ml, mas algumas vezes, encontramos preços que não seguem esta regra.  O consumidor mais sensível a preço poderá abrir mão da embalagem que procura para levar o produto com melhor preço por ml.  Existem na literatura teorias e fórmulas que suportam a formação de preços para uma linha de produtos que está fora do escopo deste artigo. 

Preços Opcionais 
Surgiu na indústria automobilística há muitos anos atrás a palavra opcional e um preço associado a ele. Basicamente a ideia está por trás de uma sub-segmentação de mercado com o objetivo de retirar o máximo possível de cada consumidor.  Por exemplo, dentro do segmento de compradores de Chevrolet Celta, há os que querem ar condicionado, outros direção hidráulica, ou rodas de liga leve.  Cobrando separado por cada opcional, uma empresa poderá maximizar seus lucros na venda de um determinado produto.  Outros exemplos são, tarifas extras para entregas em 24horas nos sites de compra pela internet.  

Preços de Captura  
Quando produtos são complementares é natural que a empresa cobre preços baixos pelo item mais caro  que só será adquirido uma vez e retire todo o seu lucro através dos itens descartáveis que são utilizados  exclusivamente no produto vendido por um preço baixo.  Os exemplos mais comuns são: lâminas de  barbear, toner de impressoras, consoles de videogames entre outros. 

Preços por Pacotes 
Quando alguma empresa possui um produto muito consolidado, pode utilizar desta estratégia para ajudar a mover o estoque do itens de menor giro ou com menor participação do mercado.  Em geral a empresa combina dois ou mais produtos em um pacote e oferece um desconto para que o consumidor adquira tudo de uma vez. Outro bom exemplo são as cadeias de fast-food que oferecem refrigerante, batata-frita e sanduíche por um preço mais em conta do que se formos pedir cada item em separado. 

Preços Promocionais 
Cada vez mais utilizados por redes de varejo.  Basicamente é uma oferta sobre o preço normal da mercadoria.  Pode ser, por exemplo 30% de desconto ou compre um e ganhe outro grátis. 

Preços por Geografia 
No Brasil, em função de custos de frete e diferenças de ICMS cobrados em cada estado, pode se justificar uma estratégia de preços por geografia.  Trata-se de uma maneira de cobrar preços diferentes para um mesmo produto e serviço dependendo de que área do país o cliente se encontra.  


Disponível em: < http://www.quantiz.com.br/>

Alguns pontos positivos e negativos no cenário econômico brasileiro...

Uma economia que ao longo do tempo vem acrescendo e adquirindo força no que diz respeito ao seu próprio desenvolvimento é a brasileira, que também possui pontos que não são favoráveis para esse desenvolvimento como um todo.
Ao passo em que o cenário econômico do Brasil, se desenvolve com maiores índices de produção e geração de renda, medidos através do PIB desde 1980 (ano em que iniciou-se o período de maiores mudanças na economia brasileira) levando o pais a acompanhar o crescimento econômico mundial. Existem também fatores que andam na contramão desse crescimento, como por exemplo, o grande aumento da população e a taxa de desemprego que ainda existe no país, por sua vez, influem nas condições a serem consideradas falando-se em desenvolvimento. O aumento da população, não seria um aspecto ruim, se não fosse pelo falta da má distribuição de renda no país, fazendo com que poucos tenham grande parte deste montante e muitos, pouco acesso a áreas importantes para a uma qualidade de vida digna.
Esses dois pontos positivos (maiores produções e geração de renda) batem de frente com o crescimento da população e a existência das taxas de desemprego, pois conclui-se que o desenvolvimento de um país não é considerado apenas pelo crescimento econômico da nação, mas sobretudo pelos diversos e distintos fatores que são variáveis nesse tipo de medição.
Nos tempos atuais, é notável grandes mudanças na economia, dada a melhora no ganho da Nova Classe C que hoje tem acesso a aquisição de itens em que antes eram impossibilitados de adquirir, fazendo com que essa seja uma mudança boa na economia, pois este público, sendo a maioria da população hoje é o que fará a economia movimentar, gerando mais empregos e novos mercados para a industria e comércio brasileiro.
Essa mudança da nova classe C, nos traz uma previsão de melhora na distribuição de renda. Outro ação que vem sendo tomada pelo governo para auxiliar na melhora da distribuição de renda, são os programas destinados as famílias de baixa renda, tais como, bolsa família, bolsa aluguel, etc. Essa renda, permite as famílias de baixa renda terem acesso ao básico para viver de forma aceitável, como também permite que as crianças e adolescentes possam estudar, o que impactará e muito no futuro, com profissionais formados para suprir o mercado de trabalho que hoje sofre com a escassez de mão de obra qualificada.

Escrito por: Cavalcanti, R.; Lima, T.
Abril de 2012