quinta-feira, 29 de maio de 2014

Marketing de Varejo - História do Marketing de no Brasil

A história do varejo no Brasil está, intimamente, ligada com o modelo de colonização de nosso país. No inicio de nossa constituição como nação, especificamente por nossa condição de colônia , tínhamos como bases da nossa economia o uso de Índios como mão de obra para a realização de serviços cujo o pagamento se fazia pela troca de quinquilharias como espelhos e outros objetos. A comercialização de escravos , açúcar e seus
manufaturados, além de pedras preciosas destinadas aos cofres da corte portuguesa , representavam a realidade da época.
Praticamente tudo que era produzido era voltado para atender as demandas de fora.Boa parte do que se fazia para se ganhar dinheiro estava  voltado para sair do Brasil e suprir  a Europa, com clara prioridade para Portugal.
A busca pelo atendimento das necessidades no Velho Mundo, provocaram o movimento que se voltou para a formação de vilarejos de passagem mais no interior do país. Nestes  vilarejos começam a surgir pequenos comerciantes que atendem os viajantes que por ali passam rumo ao litoral. 
O interior começa a ganhar força quando são desbravadas áreas  e descoberto ouro e pedras preciosas em Minas Gerais.  Muitos começam a se estabelecer nestas regiões a ponto de estimularem a criação de novos comércios, não só para os que ali estão de passagem, mas para o que já iniciam o povoamento daquelas localidades.

Os costumes da Corte aportam no Brasil e se multiplicam pelos habitantes. As necessidades da família Real fomentam a concentração de esforços comerciais e prestadores de serviços em cidades como Rio de Janeiro. Os portos ganham mais incrementos comerciais para o atendimento das necessidades. Produtos antes só presentes em Portugal começam a ser ofertados em nosso País.
O Brasil passa no transcorrer do século XIX por etapas relevantes de sua história.  A proibição do tráfico de escravos muda radicalmente e a condição do Brasil não ser mais uma colônia geram cenários antes jamais vistos pela economia do país. As importações intensificam-se, o papel de mão de obra assalariada e imigrante criam grandes oportunidades, trabalho duro e, mesmo com dificuldades, impulso para o desenvolvimento. O café passa a representar um importante item para exportação que gera dividendos canalizados, posteriormente, como
investimentos na industria, no setor financeiro e uma
certa infraestrutura.

O aparecimento de uma modalidade de Varejo: as Feiras Livres
Cidades resultam de desenvolvimento. O processo de industrialização trouxe o que chamamos de urbano. No entanto, o abastecimento para a manutenção, sobrevivência e crescimento das cidades exigem infraestrutura. Uma complexa equação a se fechar, principalmente quando não existe planejamento. As feiras representaram e ainda representam uma ponte entre o campo e a mesa do cidadão. Conseguem manter o frescor e a vida natural em verdadeiros espetáculos de venda e atendimento ao qual o mais agitado dos habitantes dos grandes centros não consegue  deixar de se render  
O papel das feiras tornou-se verdadeiramente importante a partir da chamada revolução comercial, ou seja, do século XI. Daí em diante, seu
número foi sempre aumentando até o século XIII." (Enciclopédia Luso-Brasileira - 1995, Vol. 8 pg. 502) 
  
Os Mercadões e os Armazéns de Secos e Molhados
Outras alternativas para suprir as necessidades de compras de itens para o dia a dia eram os mercados que começaram a se formar, ainda não no formato que conhecemos. Mas eram estabelecimentos em que um grande sortimento de mercadorias eram disponibilizadas para atender a população. Tipo Ceagesp ou Mercado Municipal (sem a sofisticação de hoje).
Você já deve ter ouvido falar nos famosos Armazéns de Secos e Molhados que consistiam Os armazéns tipo secos & molhados (s&m) são típicos comércios do século XIX que vendiam desde grãos in natura e a granel ou azeito “por litro” até utensílios de uso doméstico e de trabalho na lavoura e a grande maioria dos seus produtos eram de origem artesanal. A partir da segunda metade do século XX esta configuração comercial passou a ser substituída por lojas especializadas em produtos e/ou substituídos pelo comércio de produtos industrializados nas chamadas mercearias ou supermercados. Ainda é possível encontrar s&m no interior do país, porém, é raríssimo nos grandes centros urbanos.

Primeiros Grandes Varejistas

PERNAMBUCANAS
Quando Herman Theodor Lundgren, o sueco radicado no Recife, adquiriu uma fábrica de tecidos localizada em um pequeno povoado no litoral do Estado de Pernambuco, no início do século 20, talvez não imaginasse que, anos depois, esse empreendimento prioritariamente atacadista se transformaria na principal referência do comércio de varejo de todo o país.

MAPPIM
Lojas de Departamentos. Poderiam ser chamadas de precursoras dos Shopping Centers. A diferença é que eram compostas por uma única e imensa loja, dividida em departamentos com vasto sortimento de diferentes produtos: roupas, utensílios domésticos e outros. Especificamente, abrimos um parênteses sobre as lojas Mappin que durante anos representaram uma verdadeira referência do varejo na cidade de São Paulo 
  

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